Coluna Pier

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Pai e família

O formato de família mudou muito com o passar do tempo e ganhou novos contornos. Hoje há filhos de mais de um pai, filhos de mais de uma mãe, filhos sem mãe e sem pai, criados por avós ou tios. Mãe e filhos, pais e filhos e filhos sem família. A família de hoje não é apenas aquela considerada a partir dos laços de sangue entre os seus membros, mas também pelas escolhas afetivas.

Essas transformações sociais afetaram diretamente o núcleo familiar, bem como o surgimento de uma nova moral na sociedade. Mas, apesar de todas essas mudanças, ainda é fundamental que a criança tenha na sua formação a figura de um pai e uma mãe que participem e contribuam diretamente para o bom desempenho do desenvolvimento dos seus filhos.

Aqui, hoje, quero falar sobre a importância do pai para o desenvolvimento de seu filho. Assim como a mãe, o pai tem um papel importante no desenvolvimento da criança e há uma necessidade de haver uma interação entre pai e filho.

É essa interação que ajuda no desenvolvimento cognitivo e social, facilita o desempenho escolar e a integração da criança na comunidade. O pai também é aquele que estabelece limites, ajuda o filho a ter noção de certo e errado, com atitudes decisivas para a formação do caráter. É também aquele, que como a mãe faz, tudo pelo bem estar do seu filho.

Lembro do meu pai, Walter Petruziello, que na época do meu acidente fez de tudo e mais um pouco para me ajudar: pesquisou, leu estudos, procurou diversos médicos. Moveu céus e terra, como dizem, pelo meu bem estar. E tudo feito com o maior sentimento que existe, que é o amor. Ele sempre está presente na minha vida, sempre me ajudando, me apoiando e incentivando.

Muitos autores da psicologia afirmam que a ausência da figura masculina pode produzir conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança e acarretar distúrbios de comportamento. Dizem que isso ocorre porque é a partir da interação com o pai, que a criança começa a descobrir a relação com o mundo e a desenvolver mais segurança para explorá-lo. A autoridade do pai deve ser utilizada para dar orientações seguras, gerar confiança e independência.

Afirmam ainda os estudos que o modelo masculino é fundamental para o desenvolvimento saudável da identidade dos meninos e das meninas. Saliento que a presença do pai jamais poderá ser delegada ou compensada por bens materiais como, por exemplo, brinquedos, roupas, viagens e outros.

Mas como o conceito de família, mudou muito e ainda passa por transformações, temos que respeitar e valorizar todas elas, sejam elas formadas com a presença paterna ou não. O que importa mesmo que o lar destas crianças ofereça apoio incondicional, orientação, conforto, proteção e amor.

03/08/2018. Ação conjunta contra as fakes news

Informações falsas ou plantadas na imprensa circulam há tempos em todos os segmentos da sociedade. Porém, nos últimos anos, os chamados rumores, boatos, notícias mentirosas e destorcidas, grassam nas redes sociais impulsionadas por haters e maldosos de plantão que disseminam conteúdos falsos em profusão. Não que a internet não seja usada pela boa informação e para o bem, mas o combate ás chamadas fake news se faz tão urgente que na próxima segunda-feira, 6, será lançado o Comprova.

Esse projeto reúne jornalistas de 24 diferentes veículos de comunicação do Brasil que vão investigar, checar e até denunciar as informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas divulgadas durante a campanha eleitoral deste ano.

O Comprova vai monitorar e desvendar com cuidado as mentiras compartilhadas nas redes sociais, sites e aplicativos de mensagens que todos usamos. O projeto tem coordenação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo. Além disso, o Google News Initiative e o Facebook Journalism Project ajudaram a financiar o projeto.

Além de afetar e interferir no resultado de uma eleição, como já aconteceu nos EUA, a disseminação de notícias falsas pode acabar matando inocentes. Basta lembrarmos do caso de Fabiene Maria de Jesus, que foi linchada e morta por moradores do Guarujá (SP) após ter uma foto sua publicada em página do Facebook e ser acusada erradamente de ser uma sequestradora que nunca agiu no município.

Há tantos outros exemplos que podem ser citados que apontam que objetivo principal dos detratores está na clara intenção de macular imagens, assassinar reputações e jogar a todos na vala comum do ódio, da violência, da discriminação e da intolerância.

A preocupação com a disseminação das notícias falsas não afeta apenas a área política ou a vida das pessoas comuns. As empresas também se mostram preocupadas. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial com 52 empresas nacionais e internacionais, revela que 85% delas se preocupam com a disseminação de mentiras online. Segundo o levantamento, os principais receios estão nos danos à reputação da marca (91% dos entrevistados), prejuízos à imagem da empresa (77%), perdas econômico-financeiras (40%) e credibilidade da companhia (40%).

Todos nós podemos e devemos ajudar a combater as fakes news. E com dicas simples como: desconfiar e conferir endereços (URL) estranhos e que imitam a página de um outro veículo de comunicação. Seja mesmo cético com relação as manchetes apelativas, com pontos de exclamação ou em letras maiúsculas, Tenha por hábito verificar a fonte da informação, fique de olho em matérias com muitos erros ortográficos ou com layouts estranhos. Observe se há evidências do fato, menção de especialistas e busque outras fontes, outras reportagens sobre o tema tratado. Vamos todos juntos combater as fakes news!

25/07/18. Tecnologia a alcance de todos

A tecnologia sempre foi uma aliada da acessibilidade, pois, desde os tempos idos, a principal motivação para a engenhosidade humana, para a invenção, é a necessidade de superar as limitações de nosso corpo.

Em nossos tempos, temos uma vastíssima gama de recursos tecnológicos, que vão de equipamentos a softwares. Há uma infinidade de recursos voltados a cegos, próteses cada vez mais sofisticadas, programas de acionamento por voz e, mais recentemente, a Inteligência Artificial (AI), da qual vamos ouvir falar cada vez mais.

Hoje já existe até um aplicativo que traduz as linguagens de sinais (gestuais) em diversos idiomas e até um de traduzir da linguagem de sinais para pessoas que não a conhecem, existe um cinema para cegos, um “mouse” que controla o cursor do computador com movimentos da cabeça. Há uma infinidade e cada dia surgem novos recursos.

Os mais simples e que têm um grande resultado social, são os aplicativos que informam roteiros de lugares acessíveis. O Wheelmap é um mapa online, em todo o mundo, para encontrar e marcar lugares acessíveis para cadeiras de rodas. O Biomob traz avaliações de restaurantes, bares, teatros, hotéis, praças, museus, etc, em relação à acessibilidade. Os programas ainda não são completos, mas são construídos a cada dia pelos usuários, que acrescentam informações. São sistemas colaborativos.

Há GPS especialmente desenvolvido para cegos que ajuda a saber onde ele está e a seguir rotas. O usuário passa o dedo sobre o mapa e o aplicativo verbaliza onde ele está e oferece as coordenadas para chegar ao destino. O celular vibra caso seja preciso atravessar um cruzamento e também sinaliza as paradas em ônibus em movimento.
Neste ponto – a colaboração, a participação e o resultado social – é que chegamos á grande questão. Como fazer com que toda essa tecnologia, essas invenções cheguem a todas as pessoas. Aí é que entram o Estado, as instituições e os agentes públicos. A própria tecnologia dá conta de baratear os custos de seus produtos.

Mas é preciso uma política pública, um programa de incentivos à produção de equipamentos, softwares e soluções voltadas à acessibilidade. Um programa de benefícios fiscais, como já existem, para atrair novos investimentos.

No Estado, o Paraná Competitivo oferece dilação de prazos para pagamento dos impostos para novos investimentos e para expansão de empresas já instaladas. Entre outros aspectos, o programa leva em consideração o impacto social na geração de empregos e ambiental. Também valoriza a inovação tecnológica. No impacto social, é preciso incluir os projetos voltados à acessibilidade.

Em Curitiba, já temos o exemplo do Vale do Pinhão, criado pelo prefeito Rafael Greca, que também pode buscar novas soluções com universidades, investidores e startups para área de acessibilidade e de mobilidade urbana para deficientes.

Outra ação, que remete ao papel essencial do Estado, como regulador, é em relação a normas e exigências para fortalecer a acessibilidade como um item compulsório desde a fabricação e a aplicação no dia a dia de produtos e equipamentos voltados ao público em geral.

Por fim, existem as obras, construções públicas ou concedidas pelo poder público que devem incluir as diferentes tecnologias de acessibilidade como um ponto essencial.

A tecnologia é cara e pode ampliar as diferenças e os privilégios. Mas ela pode ser barateada e deve, ser dirigida a aproximar as diversidades.

19/07/2018. Reflexão sobre a inclusão

A minha atuação parlamentar desde 2012 é focada na construção de uma sociedade mais justa e de uma cidade melhor para todos os curitibanos. É um trabalho árduo que me fez voltar o olhar para causas que têm pouco espaço no debate público e, por isso, abracei a defesa da pessoa com deficiência. Mesmo com o obstáculo diário, que é viver sem uma mão, levei um de tempo para me inteirar do tamanho da dificuldade que outras pessoas, com deficiência, enfrentam. Hoje, busco como máxima do meu dia-a-dia que “o melhor para todos” seja usado em seu sentido literal e termos como inclusão deixem de ser necessários.

Entretanto, agora neste momento em que falo exclusivamente da pessoa com deficiência, tenho certeza que é preciso e necessário garantir que as leis já criadas sejam respeitadas e aplicadas. É o caso da lei federal 11.126, de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual o direito de ser acompanhada pelo seu cão-guia em todos os meios de transportes, ambientes de uso coletivo, públicos ou privados.

Aqui não há qualquer julgamento daqueles que em algum momento não tiveram a sensibilidade de perceber que o cão-guia é muito mais que um pet e negaram a entrada ou uso de um serviço para as pessoas que estavam com o animal. Isso ocorre mais por falta de informação, o que avalio como a origem de todo e qualquer preconceito.

Então, faço este apelo porque sei que as novas tecnologias nos permitem uma comunicação mais ágil, rápida e com amplitude considerável. Leis como do acesso do deficiente visual com o cão guia devem ganhar os meios de comunicação, as redes sociais, as plataformas digitais. Ao divulgarmos as boas notícias, ampliamos o acesso de todos aos bens, serviços e tudo que é produzido pela nossa sociedade. E também esclarecemos direitos individuais e coletivos que ainda não de conhecimento público mais amplo. Devemos deixar de lado as fakes news, os preconceitos e as informações incorretas e vamos divulgar as informações úteis que ainda não tiveram a oportunidade de chegar a todos.

A divulgação de leis, de projetos, e da própria realidade da pessoas com deficiência ajuda a acabar com o desconforto, constrangimento e discriminação. Nós não podemos mais ser impedidos de circular, de consumir produtos e serviços básicos ou de simplesmente levarmos uma vida como qualquer outra pessoa. É o direito que nos assiste e que nos move para uma sociedade mais fraterna e solidária com os seus cidadãos.

Em tempo, quero destacar, que os cães-guias são treinados, são melhores amigos, anjos da guarda e auxiliam os deficientes visuais em tarefas diárias. Mais do que uma atividade, o cão-guia tem uma vocação e dedica sua vida a guiar pessoas. O primeiro e principal passo para a inclusão é a nossa atitude.

11/07/2018. Novas eleições e mudanças

A Copa do Mundo de Futebol acaba neste domingo e no calendário deste ano, temos um compromisso sério e importante: as eleições de outubro, nas quais serão eleitos os novos representantes dos executivos estadual e federal e nos parlamentos estadual e federal.

Apesar da desconfiança geral da população revelada em pesquisas e na rejeição da classe política, este é mais um momento de exercer a nossa cidadania e escolher os novos rumos para o nosso Estado e País.

Muita gente pode até dizer: lá vêm eles de novo: os candidatos. É inevitável: as eleições vão dominar a mídia e a política vai ocupar bom tempo das conversas. Não tem escapatória. Não adianta reclamar: ruim com as campanhas, pior sem eleições.

Pela terceira vez, vou participar deste momento do lado de dentro, como pré-candidato a deputado estadual, uma nova caminhada e novos desafios.

Sou jovem e pretendo com a experiência na Câmara de Vereadores de Curitiba levar para um espaço maior no plano estadual, as bandeiras que pontuei meus dois mandatos, uma atenção especial às políticas de inclusão às pessoas com deficiência e um olhar mais atento às demandas das cidades, buscando na inovação e nas novas tecnologias, as soluções que os novos tempos nos impõem.

Pela terceira vez também, me vejo na obrigação de não fazer com as pessoas o que eu não gostava que muitos políticos faziam comigo: fingir, enganar, ignorar questões verdadeiramente importantes. Faço da política um espaço mais amplo de discussão e interação e permanente interlocução com todos os setores organizados da sociedade e, principalmente, para aqueles que não tem voz e nem acesso aos direitos básicos de todo cidadão: os serviços públicos de qualidade em áreas essenciais como saúde, educação e segurança.

Esse é um novo tempo e como venho repetindo há alguns anos desde que iniciei minha vida pública, evitar a Política é deixar que os outros decidam por você. Por isso eu entrei nessa: para mudar o que achava ruim.

E posso dizer em voz alta que consegui evitar as esparrela de uma política velha, já carcomida, e ser o político que eu esperava e que representa com dignidade quem me confiou o voto e o apoio. E graças a esse trabalho, que é em conjunto com amigos e colaboradores, que muitas pessoas também veem uma nova forma de fazer política. Fui um dos poucos vereadores que se reelegeram em 2016 com mais votos que na eleição anterior.

Isso mostra que apesar do desgaste dos políticos, as pessoas acreditam em posições coerentes, sérias e sem qualquer tipo de radicalismo. Fui eleito por 6.132 votos em 2012 e reeleito por 7.868 votos. Nos dois mandatos procurei representar toda a população de minha cidade. Mas procurei fazer isso de uma forma diferente, olhando para a coletividade, vendo novas e velhas demandas que precisavam de uma nova abordagem, de novas soluções.

Meus mandatos estão antenados nas discussões que acontecem nas redes sociais, têm ido ao encontro das comunidades, têm dialogado com as pessoas. Está online e também é presencial. Estou sempre escutando, aprendendo e prestando contas dos meus atos públicos.

Repito o que já disse: agir com transparência pode parecer para alguns como a maneira mais difícil. Mas para muitos, como nós, é a única forma de agir. Então, não se trata de ser apenas “mais um novo político”. Se trata de fazer uma nova política.

Ser honesto na vida pública, e também na vida privada, não é nenhuma novidade, mas, está parecendo que é. Ter coragem, ética e prestar contas de seus atos não é ser novo, mas, nos dias de hoje, é a mudança que as pessoas querem, que o Brasil precisa.

21/06/2018. Porque quero ser deputado

Em outubro de 2016, tive a honra de ser reeleito vereador em Curitiba com 7.868 votos. Desde 2013 na Câmara Municipal, já são 5 anos e meio de muito trabalho, conquistas, algumas decepções, várias amizades e muita esperança.

É uma boa caminhada que me leva a novos desafios principalmente nos dias de hoje quando nos deparamos com gente dizendo que político não presta, que todo mundo é corrupto e que ninguém merece o voto. Estas são as vozes da desesperança, de pessoas que não acreditam mais na possibilidade de construir um mundo melhor pela via institucional.

Não as desmereço: cabe a mim, e a todos os governantes e parlamentares, provar que generalizar a classe política e nivelá-la por baixo só interessa a quem já está estabelecido no poder e não deseja mudanças.

O fato é que quem fica alheio à política abre mão de contribuir para mudar o que é preciso, abre mão de questionar, agir, fiscalizar, cobrar. Quando damos nossas opiniões, compartilhamos nossas crenças e defendemos causas importantes, estamos atuando como seres políticos.

Apesar de todas generalizações que vemos em papos de bar, grupos de WhatsApp ou conversas cotidianas, o fato é que há políticos que, sim, se preocupam com a rua, o bairro, a cidade, o estado, o país, o mundo no qual vivemos. Que propõem projetos de lei que impactam para melhorar a sua vida, da sua família e amigos.

São políticos que representam realmente seus eleitores, cidadãos que passam a ter voz ativa através de seus representantes, que podem e devem cobrar diariamente os políticos que ajudaram a eleger.

Há 11 anos, sofri um acidente de carro e acabei perdendo parte do braço esquerdo. Esta limitação, que pode soar até pequena diante das enormes dificuldades vividas por tantos cidadãos em seu dia a dia, me ensinou a superar uma deficiência, a agir cotidianamente de forma criativa, de fazer as coisas mais comuns de forma diferente.

Tornei-me advogado e me especializei em Gestão Pública. E, por ter a consciência de que a política é um meio efetivo de mudar as coisas no mundo, decidi encarar o desafio de concorrer a um cargo legislativo em 2012, quando fui eleito vereador pela primeira vez, com 6.132 votos.

Meus mandatos têm sido dedicados a projetos de emancipação dos cidadãos, especialmente às pessoas com deficiência. Mas, principalmente, procuro defender causas e projetos para todos.

Neste período na Câmara de Vereadores, consegui aprovar projetos que garantem o diagnóstico precoce do autismo e a capacitação de professores e educadores em libras, para que as escolas possam receber melhor as crianças surdas. Também estou ao lado daqueles que mais precisam das políticas públicas e daqueles que mais lutam por mudanças. Hoje sou presidente da Comissão de Acessibilidade e Direitos da Pessoa com Deficiência, e esta função me ajuda a lutar pelas milhares de pessoas que acreditaram em meu projeto de buscar fazer diferença através da política.

Tenho atuado bastante nas redes sociais e nos encontros com as comunidades, dialogando diretamente com a população. Sempre ouvindo, procurando entender e expondo os meus pontos de vista. Tenho prestado contas de meus projetos, de minhas ideias, de meus atos públicos. Tenho acompanhado e estudado os projetos dos outros vereadores e do Poder Executivo e, ainda mais, o que a população deseja e precisa.

Vivemos tempos difíceis, que impõem maiores desafios e exigem ainda mais comprometimento e responsabilidade. As jovens lideranças têm em mãos a tarefa de fazer da política um novo espaço para mudanças que a sociedade exige, com ética e respeito à coisa pública, com diálogo e transparência, com mais informação e com o uso das novas tecnologias que são capazes de transformar nossas vidas. E foi assim que, pensando no momento atual do nosso país, decidi encarar o desafio de me candidatar a deputado estadual nas eleições de outubro.

Tenho plena consciência de que não será uma tarefa fácil, mas me sinto preparado e com a experiência necessária para assumir este novo desafio. Trabalhando com ética e responsabilidade, consegui aprovar projetos importantes que trouxeram o sorriso de volta a muita gente. Defendendo as causas em que acredito, recebi o abraço caloroso de pessoas que se sentiram representadas pelos meus esforços como vereador.

Quero ser deputado porque tenho a plena consciência da responsabilidade que é representar milhares de eleitores que sonham com empregos melhores, perspectivas maiores, viverem com plenitude e não se limitarem a existir. E é assim, acreditando na capacidade de sonhar, que prossigo na vida pública. Com muita motivação, brilho nos olhos e a vontade de fazer muito mais pelas pessoas.

É preciso ter esperança. Na vida, na humanidade, na perspectiva de dias iluminados e um futuro repleto de conquistas. Afinal, se deixamos de acreditar em tempos melhores, perdemos a capacidade de sermos felizes.

Disse o poeta espanhol Antonio Machado: Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. Pois bem: quero ser deputado porque creio na capacidade de construir uma caminhada em que a política permita que mais pessoas possam ter vidas plenas, com a oportunidade de concretizarem sonhos pessoais e construírem um Paraná e um Brasil melhores.

29/05/2018. Um novo ciclo

36 anos. Quando fui eleito vereador pela primeira vez, eu tinha apenas 30. Ter assumido essa posição sendo muito jovem, nunca me atrapalhou. Costumo dizer até que me ajudou, pois enquanto jovens não temos medo de ousar, não temos medo de mudar de ideia e não temos maior facilidade para aprender.

Podemos ter toda a capacidade do mundo, mas a experiência só vem com o tempo. Mas podemos ser jovens e mesmo assim experientes. Começar sedo, testar, experimentar, errar, são situações que nos fazem acumular experiências e nos levam além, superamos a nós mesmos.

Comemorar meus 36 anos podendo olhar para trás com orgulho, vendo que minha trajetória foi feita de conquistas, me deixa em paz. Sinto convicção que posso seguir na direção que estou, até porque conto com o apoio da minha família e de diversos amigos, que contribuem para que meu caminho seja sólido.

Fazer aniversário é iniciar um novo ciclo. Tenho um novo capitulo para escrever e espero que todos vocês sejam personagens dessa história. Abraços.

07/05/2018. Maio Amarelo

Ao longo dos meus 35 anos, já vivi inúmeros momentos marcantes. Meu casamento, o nascimento dos meus filhos gêmeos Lorena e Luca, as eleições de outubro de 2016 e o dia 6 de agosto de 2006. Essa data mudou a minha vida de forma irreversível e quando lembro não sou inundado por sentimentos diversos, de felicidade e de reflexão, como acontece quando lembro dos outros momentos que comentei.

No dia 6 de agosto de 2006, um senhor bêbado cruzou o carro que eu dirigia e, como reflexo para não atropelá-lo, desviei dele e acabei capotando. Quando cheguei no hospital já tinha perdido cinco litros de sangue e estava entre a vida e a morte. Sobrevivi graças a Deus. O fato de eu ter perdido meu antebraço esquerdo não significa nada se comparado ao fato de que eu poderia ter perdido minha vida ou ter atropelado aquele senhor.

Eu tinha 24 anos, estava prestes a me formar em Direito e a força que as pessoas ao meu redor me deram foi fundamental para superar aquele momento. Minha família e meus amigos, apesar de todo o sofrimento que também estavam sentindo, conseguiram transmitir o apoio que eu precisava.

A partir daquele dia eu me tornei uma pessoa com deficiência, como muitas outras vítimas de acidentes de trânsito.

É impressionante como, em um piscar de olhos, a vida da gente pode mudar. Algumas vezes, num átimo de tempo, tudo pode ser esvair, os nossos sonhos e a perspectiva de um futuro próspero, tudo pode acabar. Esse acidente foi extremamente traumático para mim e para minha família e apesar de já fazer quase 12 anos, é um fato que muitos ainda não conhecem e do qual nunca fiz questão de dar publicidade excessiva. Mas, diante da mobilização que tenho visto do Maio Amarelo, senti a necessidade de falar disso tudo.

No universo de pessoas com deficiência, que compreende quase 25% da população brasileira, muitas delas já nasceram assim. Mas existe uma parcela que, como eu, foram vítimas de acidentes que as colocaram nessa condição. Para todas essas pessoas devemos garantir o direito de inclusão e acessibilidade. Porém também devemos lutar pela conscientização no trânsito, evitando ao máximo que novos acidentes aconteçam e interfiram na trajetória de vida de outras pessoas.

Nós somos o trânsito – esse é o tema da campanha do Maio Amarelo desse ano, e eu não vejo nada mais completo e representativo do que essa frase.

Motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, somos todos responsáveis pelo trânsito. Nossas escolhas no meio disso tudo não se refletem somente nas nossas vidas, mas também na vida de pessoas que amamos e até mesmo de pessoas que nem conhecemos.

Não me considero vítima, mas sim um sobrevivente. Uso minha história como motivação para ajudar todos aqueles que precisam de apoio e uso meu mandato para isso: defender e auxiliar a todos aqueles que possuem algum tipo de deficiência.

E que campanhas como o Maio Amarelo possam cada vez mais conscientizar a todos de que o trânsito deve ser pacífico e não um cenário de guerra de vidas e projetos ceifados.

30/04/2018. Um mundo adaptado e colaborativo

Semana passada chegou até mim a história de uma mãe chamada Carla Delponte, que assim como muitas outras, enfrenta a luta diária em busca de direitos e inclusão para seu filho com deficiência.

Hoje o Léo já tem 5 anos e, ao longo desse tempo, situações como abandono do mercado de trabalho, isolamento social, desgaste emocional e esforço continuo para conseguir oferecer ao seu filho todas condições adequadas de vida passaram a fazer parte do cotidiano da Carla.

Quando o Léo nasceu a Carla e seu marido viviam em São Paulo, longe de seus familiares que são aqui de Curitiba. Enquanto seu marido trabalhava, a Carla enfrentava a maratona de 7 especialistas semanais que apoiavam o Leo no seu desenvolvimento. Em São Paulo, isso significa viagens de horas, de um lado para o outro da cidade. Além disso, cabia a ela a função de providenciar todos os produtos e utensílios específicos para o tratamento do Leo. No meio de toda essa correria, a Carla começou a buscar uma forma de facilitar a sua vida e a de outras mães. Dessa forma começou a nascer a startup Mundo Adaptado.

O Mundo adaptado é um projeto que envolvem 3 frentes: um e-commerce de produtos para Pessoa com Deficiência (PcD), uma rede de atenção para as mães/cuidadores e um blog para troca de Experiências.

A Carla passou por um processo longo de aceleração do projeto e hoje ainda está em fase de aperfeiçoamento das frente referente ao e-commerce e da rede de empoderamento. Mas o blog já está no ar e oferece a possibilidade não só de termos acesso a informação, mas também de compartilharmos nossas experiências. A ideia é que mães, especialistas e as próprias pessoas com deficiência possam gerar conteúdos e trocar experiências.

Se você se enquadra em uma dessas categorias, não deixe de acessar o site e contribuir. Nós sabemos o quanto a informação é valiosa quando o assunto é inclusão. Precisamos contribuir, precisamos ser agentes dessa transformação. Eu tenho certeza que cada um de nós tem histórias muito importantes e que podem servir de apoio para outras pessoas.

https://mundoadaptado.com.br/

19/04/2018. Plano de Recuperação de Curitiba

Em apenas um ano de aplicação do Plano de Recuperação de Curitiba (PRC) nossa cidade já apresenta grandes resultados.

As informações apresentadas pela Prefeitura Municipal, em evento realizado na Associação Comercial do Paraná na noite de quinta-feira, relembravam o estado que a cidade estava quando a gestão atual assumiu o governo. A saúde e educação teriam verba para manterem seus serviços somente até o início do segundo semestre de 2017 e o salário dos servidores municipais só teria condições de ser pago até novembro. Pagamentos de fornecedores atrasados. Despesas da cidade que não cabiam na receita arrecadada. Déficit de R$ 2,19 bilhões. O resultado disso tudo colocava Curitiba como última no ranking de liquidez das capitais, medido pela Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (ABRASF).

A gestão do Prefeito Rafael Greca precisou tomar atitudes para recuperar a cidade. Foram renegociadas dividas, reorganizados os custos com o pagamento da folha de funcionários, reduzido o número de secretarias e cargos comissionados, atualizado os valores de impostos que estavam defasados e lançado o programa Nota Curitiba. O andamento desse conjunto de ações, restabeleceu a saúde financeira do município e permitiu Curitiba subir do último para o quarto lugar entre as capitais no ranking de liquidez da ABRASF. Mas na minha opinião, o que merece mais atenção é o fato de termos recuperado a Certidão liberatória do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, o que nos permite receber os repasses e convênios do Governo do Estado. Desde 2012 isso não acontecia e só foi possível retomar essa parceria graças ao pagamento das dívidas municipais, ou seja, além da economia feita e das dívidas pagas, Curitiba também passou a receber mais dinheiro para investir em melhorias.

Curitiba acompanha o ritmo das grandes cidades, superando capitais e estados que não tiveram a inteligência e coragem de aplicar ações de recuperação. Hoje temos ônibus novos rodando, obras de pavimentação por toda a cidade, Centros de Educação Infantil reabertos e, principalmente, perspectiva concretas de crescimento.

Sou curitibano e sinto que contribui na recuperação da cidade pagando os impostos reajustados. Sou vereador e sinto orgulho por ter superado de cabeça erguida o período turbulento de aprovação do projeto. Sou líder do Governo Municipal e me sinto satisfeito por fazer parte da construção de plano de sucesso. É preciso ter coragem para superar as crises que surgem e hoje podemos comemorar que nossas atitudes salvaram Curitiba

12/04/2018. A IMPORTÂNCIA DA CURATELA                                                                                

Recentemente li o relato de um pai que possui um filho com TEA (transtorno do espectro autista) em um grau bem elevado. Ele escreveu um desabafo sobre o dia a dia e a dedicação exclusiva que o acompanhamento do filho exige.

Esse depoimento me toca profundamente, principalmente porque sabemos que muitas mães e pais passam pela mesma provação sem contar com qualquer apoio mais direto. Essas dores são imensuráveis

Eu defendo a inclusão e trabalho para garantir esse direito para todas as PcD (pessoas com deficiência). Mas existem deficiências e graus de comprometimentos diversos. Existem pessoas que não possuem condições de exercer seus direitos como cidadão e depende integralmente do cuidado de outras pessoas e, para esses casos, existe uma decisão chamada curatela.

A curatela serve para pessoas maiores de idades que, devido uma deficiência, possuem grau de comprometimento muito elevado e que dependem de terceiros para tomar decisões e garantir sua segurança, mesmo sendo maiores de idade.

Esse processo costuma ser muito longo e muito caro, chegando a custar cerca de R$ 5 mil, o que torna essa medida inacessível para uma grande parcela da população.

É importante salientar a importância dessa decisão, pois somente através da curatela, o cuidador responsável pela PCD se torna juridicamente responsável, podendo ter acesso aos bens materiais, onde podemos enquadrar os benéficos que são direito da PCD e, inclusive, serem responsabilizados por situações onde as pessoas curateladas são expostas a riscos.

Em Curitiba, a Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com a Fesp (Fundação de Estudos Sociais do Paraná) realizam nesta quinta-feira e sexta-feira, dias 12 e 13 de abril, um evento que agiliza a concessão da curatela para pessoas em situação de vulnerabilidade social, onde o processo é acelerado e os custos anulados.

Para qualquer dúvida ou a necessidade deste serviço, deve-se procurar a Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (rua Schiller, 159 – Cristo Rei – Curitiba) que tem as informações sobre os procedimentos e datas para participar dos próximos eventos. Lembrando que existe uma pré-seleção que precisa ser respeitada, levando em conta renda familiar e laudos da deficiência.

É preciso pensar na causa da pessoa com deficiência como um todo, levando em conta as diferentes necessidades que apresenta. Inclusão x escolas especiais. Independência x Curatela. Cada caso é um caso e temos o dever de conhecer e apoiar cada uma dessas vertentes. O mais importante é garantir o máximo de condições para essas pessoas e suas famílias.

 02/04/2018. DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO                                          

Em 2007 a ONU instituiu o dia 02/04 como Dia mundial da Conscientização do Autismo, com o objetivo de dar visibilidade ao tema e contribuir na inclusão dos autistas na sociedade.

Tornou-se comum ouvirmos falar sobre a necessidade de inclusão nas escolas, no mercado de trabalho e na vida social. Então, por que a necessidade dessa data e de muitas outras que abordam o tema da PcD? Eu respondo. Precisamos continuar repetindo tudo isso, porque as atitudes ainda não mudaram. Porque, apesar de todo o esforço que é feito, ainda há muito chão pela frente quando se trata de inclusão.

Aqui em Curitiba, a visibilidade sobre tema cresceu nos últimos anos. Se pensarmos que, nacionalmente, a grande mudança legislativa aconteceu apenas em 2012, com a Lei Berenice Piana, é visto que os avanços ainda estão engatinhando. Mas hoje, eu vejo diversas instâncias envolvidas e trabalhando nessa área.  Os grupos organizados pelos pais prestam um papel fundamental nesse processo todo. Esses grupos apoiam nós, legisladores, com demandas e esse é o princípio de tudo: participação social, alinhamento, diálogo. É assim que políticas públicas de qualidade surgem.

Porém, mesmo com todo esse movimento, ainda há muitos mitos sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista) e isso é um empecilho enorme para a inclusão. Mas a questão é que os autistas possuem emoções tal qual eu e você. Eles se alegram e se entristecem, choram e se divertem. quanto mais cedo eles forem diagnosticados e iniciarem os tratamentos terapêuticos, maiores chances de desenvolvimento terão. Isso trará condições para que eles se tornem adultos autossuficiente e estabeleçam relações profissionais e sociais.

Em Curitiba eu sou autor da Lei de diagnóstico precoce, que altera o código de saúde municipal e institui como padrão um teste de triagem para crianças com até 3 anos de idade. Isso permitirá que os casos de autismo sejam identificados mais cedo, aumentando em 80% a possibilidade de desenvolvimento da criança. No início de março, em parceria com o Instituto Ico Project e com a prefeitura Municipal, lançamos um programa de capacitação de pais e cuidadores de autista que foi desenvolvido pela fundação Autism Speaks e pela Organização Mundial de Saúde. O objetivo do programa é atender, em 5 anos, todas as famílias que possuem autistas na faixa etária entre 2 e 9 anos. Além disso, também criei a lei que propõe a semana de conscientização sobre o autismo, que acontece sempre próxima ao dia 02/04, para somar forças com a data criada pela ONU.

Estou me esforçando para fazer a minha parte como cidadão e legislador. Sempre falo que está longe de mim a intenção de ser um “papa” na área autismo ou de qualquer outra deficiência. Quero apenas poder contribuir para o bem de todos, independentemente de possuírem deficiência ou não. Esse é o princípio da inclusão, não é?

Meu apelo através desse texto é: compartilhem informação, compartilhem respeito, compartilhem a semente da inclusão.

29/03/2018. Curitiba melhor para os curitibanos.                                                                    

Curitiba do pão com mortadela no Municipal e da pizza Itália na Cândido Lopes. Curitiba da Rua XV, da Baixada, da Vila Capanema e do Couto Pereira. Capital do biarticulado, do ligeirão e das canaletas. Curitiba nasceu para ser humana, acolhedora, berço de todos estrangeiros.

O que queremos mais nesses 325 anos? Uma cidade ainda melhor para os curitibanos. A retomada do planejamento e do desenvolvimento urbano. Já temos muito, tanto que já nos acostumamos, enquanto somos invejados por quem é de fora.

Mas sempre é possível melhorar, avançar e inovar. Uma arrumada nas calçadas, uma renovada na frota de ônibus, mais asfalto nos bairros. É possível e tanto é possível que já está acontecendo. Nossa Zeladoria Municipal funciona a todo vapor.

Saúde e educação precisam de atenção constante. Nossas crianças assistidas, vamos lhes dar o preparo para o futuro. O esporte e lazer também fazem parte desse desenvolvimento.

Mobilidade, acessibilidade, igualdade de direitos e oportunidades para a pessoa com deficiência. Inclusão social, moral e real.

Curitiba cresce e rejuvenesce, dos faróis dos saberes aos restaurantes populares, Armazém da Família, cidade limpa.

Queremos mais Vale do Pinhão e inovação. Até Eletroposto já temos e conjunto da Cohab com energia Solar.

Amamos nossa cidade, criticamos nossa cidade, mas não falem mal de nossa Curitiba, até Agnaldo Timóteo ganha nosso repúdio. Mas também ganha nosso perdão quando reconhece que falou o que não devia da melhor cidade do Brasil.

Sabemos perdoar, sabemos ajudar. Curitiba é nosso abrigo, nosso teto e nosso orgulho.

Curitiba não para. Ligeirão na praça do Japão, Sinagoga sede do Batalhão, e o Belvedere, esse não vai ficar em ruínas.

325 anos se passaram e Mateus Leme hoje se orgulharia da rua que leva seu nome no mais novo binário. São muitos presentes, mas o melhor de todos é ser curitibano, de nascimento ou de coração.

21/03/2018. SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN                                

Hoje, 21/03, é dia internacional da Síndrome de Down. O dia foi escolhido como referência a trissomia no cromossomo 21, alteração genética que ocasiona a síndrome.  Essa data foi instituída pela ONU e tem como principal o objetivo a conscientização.

Aqui em Curitiba, a Associação Reviver Down, preparou uma semana intensa de atividades e está conseguindo uma visibilidade bem bacana para a causa.

É engraçado, porque já ouvimos falar muito sobre a importância da inclusão, do diagnóstico precoce, do apoio ao protagonismo das pessoas que possuem a síndrome, entre muitas outras coisas. Então, porque repetir tudo isso? Eu respondo, meus amigos. Tudo isso precisa continuar sendo repetido até que nossa atitude, como sociedade, se transforme de verdade.

O escritor Cristovão Tezza, que vive em Curitiba e é autor de um livro muito sensível que aborda a relação de pai e filho com síndrome de Down, escreve:

(…) há pessoas muito diferentes no mundo e que necessitam menos de ciência, e mais da nossa compreensão generosa (…)

Veja, o texto não diz que a ciência e a medicina não são importantes, mas ele quer nos mostrar a importância de termos EMPATIA. Precisamos respeitar essas pessoas e suas diferenças, nós precisamos ser os agentes desse processo de inclusão. E quando isso acontecer de verdade, quando nossa atitude mudar e começarmos a agir, então aí sim, poderemos parar de repetir a mesma história de sempre.

Para concluir, uma curiosidade: Existe um filme baseado no livro que citei (O Filho Eterno) e o ator Pedro Vinícios Matos, que faz o menino, participa da Associação Reviver Down. Isso é um belo exemplo de como falar sobre o tema e incluir isso no nosso dia a dia, por si só, já abre portas para o protagonismo dessas pessoas. Outro bom exemplo é o comercial de natal da Sadia. A Atriz que participa, a Mariana, também participa da Reviver Down.

Se você ainda não viu esse comercial, veja: https://goo.gl/9UUNg7

15/03/2018. Comissão de acessibilidade e trabalho em rede                                            

Semana passada fui reeleito presidente da comissão de acessibilidade da Câmara Municipal de Curitiba. Fico muito feliz por me manter a frente dessa comissão que, para mim, possui um valor especial. Minha intenção é seguir com o trabalho que já estávamos desenvolvendo em 2017, com foco ainda mais rigoroso em questões como a das calçadas da cidade, que afetam diretamente a acessibilidade das pessoas com deficiência e dos idosos.

Meu primeiro ato, como presidente reeleito, foi participar de uma reunião da Comissão dos Direitos da PSC da OAB Paraná.  Uma comissão muito estruturada e com muita representatividade. A presidente, Berenice Lessa, fez questão de apresentar todos os projetos que estão em andamento e fiquei extremamente satisfeito em ver o esforço que eles dedicam para inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

Atualmente há cerca de 400 profissionais com deficiência ligados a OAB no Paraná e o objetivo da comissão é aumentar esse número, estabelecendo uma ponte entre as pessoas com deficiência e instituições que estão precisando de profissionais. Há também um olhar especial para os estagiários, ampliando as possibilidades de estudantes com deficiência, que ainda estão em formação, aperfeiçoarem seus conhecimentos para o mercado de trabalho.

Como representante da CMC também explanei sobre as leis de minha autoria e os projetos que o Município desenvolve nessa área, principalmente através da Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Esse intercâmbio de informações enriquece o trabalho de todos. O conceito de trabalho em rede já está sendo discutido fazem muitos anos, mas na prática vemos que ainda é muito difícil conseguirmos um contato constante e atualizado com as áreas que trabalham em prol da comunidade. Como resolver isso? Existem diversos caminhos, porém eu sou partidário do famoso “comece por você”. É isso que estou fazendo. Como presidente da comissão, como pessoa com deficiência e como membro atuante da área, me comprometo a abrir o diálogo com todos que trabalham e buscam evoluir nossos resultados na área.

E você, que pensa como eu, sinta-se convidado a tomar um café aqui no gabinete.

06/03/2018. Sobre nossa parceria com o Instituto Ico Project, OMS e Autism Speaks   

Sempre entendi a política como ferramenta de transformação social, mas hoje percebo que há 6 anos atrás, quando decidi ser vereador, eu não compreendia a proporção que nossas ações como políticos podem trazer para a vida das pessoas.

Ainda antes do termino do meu primeiro mandato, um pai chegou até mim em um evento e pediu licença para contar sua história. Pai de um autista, ele dedicou sua vida para garantir direitos aos autistas. A grande frustração desse pai, depois de tantos anos de luta, era ver que em Curitiba, uma cidade referência em tantos assuntos, o autismo ainda não estava em pauta. E foi assim, emocionado com a história desse pai, que passei a a atuar na área das pessoas com deficiência e usei meu cargo como legislador para criar diversas leis que ajudam a dar visibilidade ao tema, aqui na cidade.

Mas a grande surpresa, e o que me leva a querer compartilhar essa história com vocês, aconteceu no início de 2017, meu primeiro ano no segundo mandato. Veio até meu gabinete uma mulher chamada Elyse Matos, fundadora do Instituto Ico Project, uma homenagem ao seu filho autistas. Na nossa conversa ela contou sobre um programa que conheceu nos EUA, considerado referência no tratamento com autista. A intensão dela era trazer isso para o Brasil, mas precisava de apoio.

Nesse momento eu me dei conta do que realmente significa “ferramenta de transformação social”. Na minha frente estava uma mãe disposta a ajudar toda uma cidade, mas que precisava do apoio do poder público para a conseguir realizar essa transformação.  Imediatamente me coloquei a disposição e me comprometi a fazer a diferença, junto com ela.

A partir daí, iniciamos uma jornada que só foi possível graças a gestão municipal, que abraçou o projeto e embarcou com a gente nisso. Foram meses de encontros, analises, discussões, até que em março desse ano, lançamos em Curitiba o Programa Internacional de Treinamento e Capacitação de Pais e/ou Cuidadores de Crianças com autismo, em parceria com a Organização Mundial da Saúde e com a fundação americana Autism Speaks.

O programa é direcionado para crianças entre 2 e 9 anos, fase da infância onde a estimulação gera maiores resultados. Sendo que a capacitação será voltada para pais e outras pessoas que convivem diretamente com a crianças com autismo. Dessa forma esses cuidadores tornam-se capazes de aplicar o tratamento multidisciplinar necessário para as crianças com TEA, estendendo os cuidados que são oferecidos pela rede pública de saúde.

O mais impressionante é que, segundo estimativas, em 5 anos Curitiba terá conseguido impactar TODAS as famílias com crianças autistas dentro dessa faixa etária. Cerca de 1440 famílias atendidas, que irão sentir no seu dia-a-dia o impacto desse projeto. Isso, sem dúvidas, irá transformar vidas!

Mais uma vez Curitiba se torna referência, já que é a primeira vez que Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Autism Speaks efetivam uma parceria com um poder público municipal. Agora, graças a capital do Paraná, o Brasil é o 30º país a aplicar esse projeto.

Em momento tão delicado do nosso país, compartilho esse texto para mostrar que a política nos traz soluções transformadoras. Não devemos nos afastar dela, mas sim nos aproximar, mostrar consciência na escolha de nossos representantes e participar ativamente. Estar envolvido em um programa como esse faz toda minha carreira pública valer a pena.

26/01/2018. E lá vamos nós, 2018.                                                                                                     

Ao longo de 5 anos de mandato, percebo que nunca um ano de gestão é igual ao outro. Em 2017 fui surpreendido com o convite do prefeito Rafael Greca para ser seu líder na Câmara Municipal de Curitiba. Uma honra, entre tantos amigos vereadores capacitados, ter eu me destacado ao ponto de ser convidado para o cargo. Mas mais que honrado, vi nessa experiência que se desenhava a oportunidade de amadurecimento profissional que não poderia deixar passar.

E foi isso mesmo. Em 2017 estive em foco das mais diversas maneiras. Hoje mais pessoas me conhecem, conhecem meu trabalho, buscam auxilio no meu gabinete, apresentem projetos para sermos parceiros. Hoje mais pessoas me odeiam também. Entendo elas, é muito difícil conseguirmos enxergar de forma positivo, projetos que sacrificam benefícios individuais em nome do bem coletivo. Porém, meu papel como político, é cuidar de todos, cuidar da cidade. Garantir que o maior número de pessoas sejam beneficiadas e garantir um futuro saudável para a economia da cidade. Em 2017 fui chamado de covarde, mal sabem essas pessoas o tamanho da coragem que precisei ter para seguir em frente com as propostas que acredito.

2017 já passou. Já caminhamos em ritmo acelerado em 2018. Como disse no início do texto, cada ano é diferente do outro e eu aguardo ansioso as surpresas que esse sexto ano de mandato irá lançar no meu caminho.

O bom debate gera polêmica, mas é necessário

Dia desses fiz uma enquete no Twitter. A pergunta basicamente era a seguinte: você concorda que o legislador elabore um projeto lei apenas com o intuito de gerar o debate? Para 70% a resposta foi não.

Não são raros os projetos que tramitam com este objetivo no Brasil. Em um país onde a política é pouco discutida e os argumentos são quase sempre rasos, debater temas polêmicos se torna necessário. Sabemos de inúmeros casos em que o STF tem feito as vezes do congresso, porque aqui no nosso país há um constrangimento da exposição de ideias, além do receio da intolerância daqueles que contrariam nossos posicionamentos.

O medo de desagradar o eleitor faz com que os temas polêmicos sejam evitados. Muitos casos não são sequer levados à pauta, na tentativa de evitar tumulto nas casas de lei. O comodismo de votar matérias tranquilas, como nomes de ruas, honrarias, desafetações de bens públicos, não deixa de ser um escape do próprio parlamento, mas ao mesmo tempo uma culpa inerente da nossa sociedade, que por preguiça não se posiciona em temas que deveriam se posicionar.

Sempre que evitamos o debate, mergulhamos numa zona de conforto e seguimos submissos da estabilidade. A consequência deste cenário é uma sociedade fraca e um legislador medroso, que busca a zona de conforto para permanecer quatro anos ou mais naquela mesma posição. O debate gera desgaste, o posicionamento firme desagrada, mas é o ponto de vista plural que promove a contribuição nos assuntos relevantes da nossa sociedade.

BREXIT e a Xenofobia

David Cameron talvez não soubesse no que fosse resultar o plebiscito no Reino Unido, pressionado pelos ingleses conservadores convocou o Brexit. Deu no que deu, com uma margem mínima, o sim ganhou, e o Reino Unido deverá deixar o bloco da UE.

Para os mais conservadores a saída do bloco demonstra força ou talvez prepotência, como se a Inglaterra não tivesse sido beneficiada pela UE até então. Claro, três das maiores 10 empresas europeias estão no Reino Unido, a economia forte e a entrada de imigrantes na Europa foram fatores decisivos para o Brexit. Mas o que isso pode representar?

Para os jovens representa a redução de oportunidade. Diminuição de encontrar empregos em outros países da Europa, sem contar o excesso de xenofobia e ódio que isso pode resultar. Quem conhece a Europa a fundo sabe que o preconceito e intolerância sempre fez parte do continente europeu, nos anos 90 marroquinos e albaneses sofriam preconceito na Itália e França, isso para citar alguns exemplos. Húngaros eram tidos como ciganos, e por aí vai. A União Europeia tem um papel importante no mundo, hoje mais do que nunca, principalmente na economia e na relação entre imigrantes. Talvez este seja o ponto a ser debatido, a imigração. Justamente num momento tão delicado é que acontece o Brexit. A Escócia que integra o Reino Unido já se mostrou insatisfeita com o resultado do plebiscito.

Líderes europeus se mostraram chateados, preocupados e aborrecidos com os ingleses, mas pedem com urgência que a saída do bloco aconteça o mais rápido possível.

O futuro disso tudo é incerto, o que se sabe que o ódio e à intolerância devem aumentar mas a Europa deve continuar a buscar seu caminho de união, tolerância e acolhimento.
(Pier Petruzziello, e 28/06/2016)

O que esperar do dia pós votação impeachment?

Certamente o Brasil não mudará sua conduta da noite para o dia. Certamente muitos daqueles que votaram favoráveis a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma, durante muito tempo estiveram ao lado dela e se beneficiaram de alguma forma com o governo. Ao mesmo tempo em que muitos destes sentiram a pressão popular, sentiram a pressão dos eleitores e mudaram de posição. Talvez aí esteja o grande sinal de esperança, o fato dos deputados terem escutado o apelo de seus eleitores, terem escutado as vozes das ruas, terem escutado seus verdadeiros patrões.

O que fica claro é que quando o povo acompanha seu representante, cobra e fiscaliza, as coisas se tornam mais fáceis, a ideia de política sai do campo eleitoral e passa para o campo do dia a dia onde de fato pode haver algum tipo de transformação social. A eleição é apenas um momento da política, os outros anos, são tão indispensáveis que fazem de verdade as mudanças para o avanço de uma cidade, estado e país.

A votação de ontem deixa claro que o governo perdeu a condição mínima de governar, perdeu a autonomia e credibilidade com a população de forma geral. Ficaram ao seu lado, alguns movimentos sindicais que são bancados e patrocinados pelo próprio governo e isso conta muito pouco, pois as pessoas na sua maioria pedem mudança e transformação.

Esta transformação, certamente não virá com Michel Temer ou Cunha, mas a Constituição assim estabelece, a regra do jogo é esta, assume o vice e o vice é Temer, que terá melhores condições de dialogar com o congresso e trazer um mínimo de governabilidade para o país, para que aí sim, implemente as reformas necessárias para que o Brasil retome seu rumo.

A queda do PT representa algo muito forte, somado a operação Lava Jato, manifestações populares, é o símbolo da derrocada de um governo que achou que pudesse brincar de governar, entendendo que a criação de alguns programas sociais o levaria a se perpetuar no poder, mas que deixou de lado a economia, os avanços tecnológicos, a ambição em fazer o país crescer e priorizou a compra e berganha como suas metas. Fez o jogo do compra e vende, institucionalizou a corrupção e deu margem para que tudo isso acontecesse.

A segregação, o discurso de ódio, o rico x pobre, o negro x branco, o sul x nordeste isso tudo ficou muito forte no governo do PT, e isso não podemos aceitar. O momento exige equilíbrio e serenidade mas a acima de tudo a perspectiva de que o brasileiro ainda possa sonhar, pois o pessimismo tomou conta e a falta de esperança é a maior das doenças, pois um país sem perspectiva de futuro é um país morto no seu presente.

Pier Petruzziello

CRISE TAMBÉM DIPLOMÁTICA 

Não é novidade falar de crise no Brasil. Não bastasse a crise econômica, já admitida por Dilma na tarde de ontem, onde alegou que o maior error do governo foi não ter percebido a desaceleração desde o primeiro mandato, ou ainda a crise política vivida por nós a cada dia com notícias que nos desanimam, o Brasil vive também uma crise diplomática.

Internamente estamos passando por um descrédito muito grande, não vemos perspectiva e este é o maior dos males, porque nos tira o que temos de mais sagrado: a esperança de dias melhores. A sucessão de erros é tanta que podemos dizer, sem medo de errar, que este governo é pior desde a época Sarney. Não diria que é o pior da história, pois seria necessário fazer um estudo mais aprofundado sobre cada um, analisando a questão temporal e o que se vivia em cada época, mas com certeza um dos piores.

Fato é que o governo ja não governa mais, por ter perdido prestigio com os seus. Perder prestigio internacional não é uma tarefa difícil.  Se desconfiança interna é gigante, calculem como os demais países nos avaliam. Bastaria fazer o simples: uma agenda internacional positiva mostrando, ao menos, bom senso – talvez justamente o que falte para este governo.

Recentemente o Itamaraty recusou o embaixador de Israel no Brasil, Dani Dayan, indicado pelos israelenses. Teve seu nome recusado, por ser morador de um assentamento judeu na Cisjordania. Nem vou entrar no mérito do nome, mas se foi o escolhido por Israel, o Brasil deveria ter aceitado. O desprestigio é tanto que Venezuela e Colombia não aceitaram que o Brasil articulasse suas reuniões para solucionar os problemas de suas fronteiras, chamaram o Uruguay para auxiliar no conflito. Além disso, vale lembrar que o Itamaraty também foi duramente criticado por não ter se manifestado em relação aos presos políticos da Venezuela. Grupos de direitos humanos também apontam como negativa a abstenção do Brasil sobre o texto condenando violações no Irã.

Fato que estamos perdendo progressivamente o espaço internacional, atuamos de forma pequena e insignificante também no mundo. Não bastasse os nossos problemas locais, que já não são fáceis, seguimos fazendo nossas trapalhadas também a nível internacional. Mais do que errar, o Brasil deixa de agregar e fica com sua diplomacia reduzida à sua mais pura insignificância.

DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Dentre tantos dias, talvez o de hoje seja um dos mais importantes. O dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência serve para que possamos refletir e valorizar a luta diária pela busca da igualdade de direitos. Entender que todos somos diferentes e que a deficiência não pode ser vista como limitadora.
Reparem como Curitiba já esta mais inclusiva. Hoje nossa cidade tem vários projetos que ja saíram do papel, desde o uso correto de algumas terminologias, o transporte especial “Acesso”, o atendimento psicossocial, algumas dezenas de obras que garantem a acessibilidade de fato, dentre tantos outros avanços. Também acredito muito no nosso projeto de lei que pretende capacitar todos os professores da rede publica em libras, porque certamente irá colaborar para que o municipio seja mais inclusivo.
É claro que há ainda muito a fazer, mas fico muito satisfeito em poder contribuir e acompanhar de muito perto o trabalho sério que a Mirella Prosdocimo esta desenvolvendo junto com toda a sua equipe.
 
Que a cada 21 de Setembro a gente possa estar aqui celebrando juntos muitas outras novas conquistas .

CONVICÇÃO SOBRE A LEI DA CERVEJA UMA LIVRE ESCOLHA, em 07/09/2015

Em minha vida, desde criança, sempre agi tendo opinião e posições bem marcadas. Sempre tive lado.

Desde muito cedo aprendi que o fato de escolher um lado, por muitas vezes,  acarreta desconforto do lado divergente, mas o respeito as divergências é justamente o que nos faz humanos e permite que todos nós convivamos em sociedade.

E justamente por querer sempre me posicionar, entrei para política, pois essa me parece ser uma vocação. Existem políticos que se escondem no silêncio da ausência da opinião, pensando exclusivamente no voto. Eu não sou assim, penso e opino naquilo que acredito. Posso até errar, mas sempre procurando acertar.

Sempre atuo pensando em melhorar as condições da boa convivência social, da geração de empregos e  da sustentabilidade de vida econômica de pessoas e dos mais diversos segmentos que produzem e geram desenvolvimento. Me dedico em especial na luta diária pelo espaço da pessoa com deficiência. Defendo muito a família e creio que ela é o núcleo da sociedade.

Animado pelo bom exemplo de comportamento dos torcedores na Copa do Mundo no Brasil e por um debate intenso na minha pós graduação, decidi defender a livre escolha individual e propus um projeto de lei municipal para permitir a venda de cerveja nos estádios de Curitiba.

Esse projeto causou enorme polêmica, discussão e pressões para que fosse retirado antes mesmo de ser votado pelo plenário da Câmara. Até mesmo amigos meus, preocupados com minha eleição no ano que vem, vieram até mim pedindo para eu retirar o projeto, pois isso poderia me subtrair votos.

Eu sempre defendo minha opinião. Assim, optei por manter minha defesa daquilo que acredito. Afinal, me preparei para o tema, para o debate. Por eu ser uma pessoa de diálogo, sei ouvir e conviver com as diferentes opiniões, sempre serei assim. No debate que se instalou em torno desse projeto, recebi representantes de várias igrejas, da Polícia Militar e também do Ministério Público do Paraná. Cada um deles foi à Câmara defender suas posições. Até mesmo o nobre e respeitado Arcebispo de Curitiba honrou a Câmara com uma visita para defender a retirada do projeto.

Como cidadão e na condição de político, respeito integralmente todos aqueles que representam as diversas igrejas, assim como reconheço o inestimável valor da Polícia Militar e do Ministério Público. O debate foi acalorado, houve argumentos válidos que me fizeram refletir. Contudo, não o suficiente para me convencer.

Houve também opiniões radicais, especialmente daqueles que acreditam que o estado pode comandar o dia a dia da vida do cidadão. Sou advogado por formação e nessa condição acredito que o estado a cada dia que passa  está interferindo em questões que invadem a individualidade e a liberdade de decidir de cada um – do indivíduo.

Minha preocupação é muito grande com a possibilidade de retrocessos radicais.

No estado democrático de direito as liberdades individuais são justamente os fundamentos da convivência social e do respeito igualitário das leis. Dando um exemplo: sou contra a chamada lei das palmadas. Já existem leis penais que coíbem os excessos. Creio que o estado não poderia entrar na casa das famílias para dizer se pai ou mãe podem dar ou não uma palmada corretiva em seu filho.

Mas hoje isso virou lei. O estado, na minha opinião, se excedeu. Era só colocar em prática as leis já existentes para coibir exclusivamente os excessos. Porém, mesmo achando absurda, como virou lei, eu e todos os demais temos que cumpri-la, assim como foi aprovada.

Se continuarmos  permitindo e cedendo ao estado dessa maneira, em breve ele – o estado – pretenderá escolher o que vamos vestir, o que devemos ou não estudar, que músicas ouvir, etc..

Creiam isso não é um exagero.

A Constituição Federal de 1988 teve como característica principal o intuito libertário e o desígnio da defesa da livre escolha do indivíduo. Meu projeto trata principalmente disso, livre escolha. Todas as pressões na direção para que eu retire o projeto de votação são legítimas e as respeito todas elas. Porém, permaneço convicto na minha opinião de que é possível liberar a venda de bebidas nos estádios, exigindo é claro, dos torcedores, o comportamento de respeito as leis existentes e que coíbem os excessos.

Mesmo reconhecendo que posso perder a votação da semana que vem, o debate e toda a celeuma criada serviu de exemplo de como a sociedade deveria participar das decisões que modificam a  sua vida e a vida da cidade. Saio desta discussão absolutamente satisfeito, por ter provocado reflexões, por ter provocado o debate, por ter feito um diálogo do mais alto nível.

Ganhou Curitiba.

PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO APROVADO, em 23/06/2015

Foi aprovado ontem, dia 22 de junho, o plano municipal de educação, que definiu as metas para a educação na cidade de Curitiba pelos próximos 10 anos.
O plano chegou muito tarde na Câmara dos vereadores, o que lamento profundamente, pois o tema é de extrema relevância para a sociedade e para a cidade como um todo. Estamos falando de educação, que é o unico caminho para a construção de uma nação digna, preparada e austera. Deveríamos ter tido mais tempo para debater o projeto, meta a meta, mas isso não foi possível. Para que Curitiba não perca recursos, é necessário que o plano esteja em Brasília até quarta feira desta semana.

Mesmo assim, na Comissão de Legislação – a qual sou presidente – o debate aconteceu com a participação e manifestação de mais de 10 seguimentos da sociedade. Durante todo este processo, a questão central se deu sobre a nomenclatura “genero”, que foi sobejamente discutida, com vários vereadores se posicionando contrário a terminologia. Lamento que este tenha sido o maior debate. Claro que era importante, mas não era a única meta a ser debatida. Temos outros pontos absolutamente relevantes, como a questão das filas em creches, as eleições para diretores nas escolas, o preparo dos professores com as questões dos imigrantes, dentre outros pontos.

A votação foi esmagadora: 35×2 pela retirada da palavra “gênero”. Ao subir na tribuna, registrei que também não era a favor da questão de genereo nas escolas, mas fiz questão de repetir milhares de vezes que sou contrário ao preconceito de cor, raça, credo e sexo. É necessário aceitar estas diferenças e buscar uma sociedade mais humana.

No geral, gostei muito do plano, ele é muito detalhado, Curitiba tem o dever de cumprir essas metas e acredito que vá cumprir. {Pier Petruzziello}

Fachin no STF, em 13/05/2015

Acompanhei, pela televisão, alguns momentos da sabatina do advogado indicado a ministro do STF, Luiz Edson Fachin, ontem na CCJ do Senado Federal. A sabatina foi considerada histórica, não apenas pelo seu tempo de duração (mais de 13 horas) e nível de perguntas, mas também pela cordialidade, sabedoria e lisura com que tratou dos mais variados temas o ilustre professor da Universidade Federal do Paraná, em resposta aos senadores. A importância desta sabatina se concretiza à medida em que hoje o STF, além de ser a última instancia de recursos do poder judiciário, por inúmeras vezes exerce também a função do legislador brasileiro, dedicindo questões que caberiam ao congresso nacional decidir. Fachin foi elegante, não se deixou abater nem nas perguntas mais críticas. Explicou sua suposta ligação com o PT e em todas as respostas se confirmou como um excelente jurista e ser humano valoroso, sereno e educado. Confesso não saber ao certo se Fachin respondeu à todas as perguntas de forma verdadeira e baseado nas suas convicções próprias ou, respondeu à alguns questionamentos para agradar a platéia. O fato é que nem mesmo a postura controversa de Renan Calheiros, ao que tudo indica, vai impedir que o professor Fachin conquiste a maioria dos votos dos 81 senadores, o que lhe garantirá a vaga. O que se viu ontem foi uma verdadeira aula de direito constitucional e civil, passando pelo processo civil, com toques importantes do direito e processo penal. Ganha o STF, ganha o Brasil. Que Deus lhe dê a sabedoria necessária para seguir em frente e ser um ministro justo, nada mais do que justo.

Manifestações pelo país, por Pier Petruzziello, em 15/03/2015

Os protestos de hoje representam muito, o país se mobilizou contra o governo, contra a corrupção, deu mais uma vez a amostra de que a insatisfação é latente. Só não falem que o protesto foi da “elite banca” isso é uma barbaridade.

O Brasil vai ganhando consciência política, isso é a indignação de todos!

Panelaço contra Dilma, por Pier Petruzziello, em 09/03/2015

Ontem dia 8 de março de 2014, a presidente Dilma, apareceu em rede nacional, no rádio e na TV para fazer seu pronunciamento no dia internacional das mulhere. Ao mesmo tempo em que aparecia na TV, milhares de pessoas tanto em Curitiba, quanto em outras partes do Brasil saíram nas janelas de seus prédios e casas promovendo um histórico panelaço. O fato que chama a atenção é que a revolta se dá tanto pelo atual momento pelo que passa o Brasil, quanto também contra a figura da presidente, que vai perdendo espaço perante a população tornando suas aparições cada vez menos frequentes. Chegamos num ponto em que os discursos não se sustentam mais, as frases de efeito já não colam e a população está à beira da irritação completa. O grau de intolerância do brasileiro, que por si só já estava alterado por questões cotidianas passou a ter um efeito ainda maior com a falta de sintonia entre a promessa e a prática. Dilma não consegue mais enganar, passou muito tempo mentindo para o povo, fez isso com o intuito claro de ganhar a eleição, mas agora a máscara acabou caindo. O próprio congresso vem dando suas respostas, principalmente quando elege Eduardo Cunha para presidente da Câmara dos Deputados, medidas provisórias já não passam mais com facilidades, votações polêmicas passarão a ocorrer, tudo à margem da vontade da presidente Dilma. Com tudo isso acontecendo, consigo enxergar um ponto positivo. Mesmo que de forma modesta vai acontecendo um descolamento entre o Congresso e o planalto, entre o legislativo e o executivo, isso de certa forma é muito bom para o Brasil. Mesmo em períodos negros é necessário encontrar o clarão.

Por Pier Petruzziello, em 01/03/2015

“Passando para desejar uma ótima semana a todos. Se alguém lhe pedir algum tipo de ajuda essa semana, ajude, no final das contas vale muito a pena. Essa corrente do bem não pode parar.”

Por Pier Petruzziello, em 26/02/2015

Nós, e quando digo nós, digo classe política, Estado como um todo, não podemos ter ingerência tão pesada na vida das pessoas. As leis proibitivas não educam, não conscientizam, não esclarecem, apenas dão a ordem de proibir, tornam o mundo mais chato, mais irresponsável e tornam o Estado autoritário. “Legislar antes de proibir é educar”

Por Pier Petruzziello, em 18/02/2015

O Dionisio era assim, alegre, brincalhão, duro nas colocações, firmes nas atitudes. Não é porque morreu é que o cara ficou bom, é porque ele era bom mesmo. O conheci em meados dos anos 90, naquele período eu era aluno da tia Sueli, como era conhecida a professora de língua portuguesa Sueli, lá no Colégio Positivo Júnior. De lá para cá o tempo não nos afastou mais, ele sequer me conhecia, mas eu o conhecia muito bem, ouvindo rádio, vendo ele no Couto. Fui crescendo e então o futebol nos aproximou, eu conselheiro do Coritiba, ele comentarista esportivo, e aí não paramos mais. Me tornei vereador em 2012, ele então, passou a atuar como assessor na Câmara de Curitiba, só que de um outro vereador, o meu amigo Edemar Colpani que acertou na escolha. Foram dois anos de convivência diária, sempre debatendo a rodada, falando de futebol e política. O que diferenciava o Dionga é que ele era muito firme nas críticas, não tinha essa de tempo ruim, era preto no branco, era justo, era verdadeiro, isso era muito bom nele, dava credibilidade no que falava. Um dia subiu no meu gabinete, como fazia de vez em quando, para me mostrar a revista placar da década de 70 quando jogava no Atlético Mineiro, ele era capa. Emocionado me contou sua história. Era bom ouvir ele que falava mais alto do que eu. Quando me encontrava no parque Barigui, dava um grito :“Fala, vereador, tá em forma hein”, era inevitável continuar correndo, eu tinha que parar para trocar meia dúzia de palavras com ele, que sempre estava com uma companhia diferente.

Sentiremos sua falta, a sua voz estará eternizada no Couto Pereira, nas ondas curtas e médias do rádio esportivo brasileiro. Existem pessoas que apenas passam, outras marcam, o Dionga marcou. Siga em paz, “sangue bom”!

Por Pier Petruzziello, em 30/01/2015

“Vocês acham que o nível de intolerância das pessoas está maior porque temos mais acesso à informação ou porque estamos no limite mesmo?”

Por Pier Petruzziello, em 22/01/2015

“Fazendo uma breve reflexão sobre um questionamento que me fizeram na data de hoje sobre a Câmara Municipal, cheguei a seguinte conclusão: O Estado é opressor e nos impõe regras as quais estamos diretamente submetidos, tais como impostos, decretos, e etc.
O judiciário decide e devemos cumprir o que a justiça determina. O parlamento, contudo, é o único lugar, de fato, em que o povo pode expor seus anseios, questionar, se pronunciar. Ou seja, fazer com que seus direitos, suas vontades e suas idéias prevaleçam. Ou, ao menos, sejam expostas e debatidas.
Por mais que muitas vezes nós, vereadores, deputados e senadores, distorcemos o que de fato o parlamento representa, ele sempre será fundamental para a democracia e liberdade de expressão. Nada pode ser mais rico do que alguém ouvir a idéia de outro alguém na busca da construção de algo melhor para todos nós. É através do debate de ideias que surgem as grandes conquistas!
Considero a Câmara, assim como qualquer qualquer parlamento do mundo, absolutamente fundamental para o povo no que diz respeito à geração de novas conquistas para a sociedade.”

Por Pier Petruzziello, em 14/01/2015

“O sujeito escolhe a política por dois motivos: ou para fazer o bem ou para não fazer nada.
A zona de conforto é a pior de todas.”

Por Pier Petruzziello, em 31/12/2015

“Momento de agradecer o ano de 2014.
Aproveito para desejar a todos os amigos um fantástico 2015.
Felicidades a todos nós!”

Por Pier Petruzziello, em 20/12/2014

“Termino o segundo ano do mandato com muita satisfação. Todas as pessoas que nos procuraram foram atendidas, demos respostas para absolutamente todas. O que não significa dizer que todas resolveram seus problemas, mas com certeza todas saíram satisfeitas, afinal dar o retorno é o mínimo que se espera.

Nosso portal da transparência é exemplo, nosso site está sempre atualizado demonstrando todas nossas ações. Procurei não elaborar projetos de lei proibitivos, muito menos criar projetos pelo simples fato de criar, é preciso responsabilidade nisso também. Realizamos dezenas de reuniões com moradores dos mais diversos bairros da nossa cidade, sempre procurando atender a demanda.

Termino o ano satisfeito, fui o vereador referência na área da pessoa com deficiência, destinei mais de 100 mil em emendas para esta área em 2014 e para 2015 serão 200 mil além de ter feito um trabalho voltado para acessibilidade. Com leis inclusivas e tranqüilas de serem colocadas em práticas. Uma cidade nunca fica pronta por completo, mas sinto que estamos cumprindo aquilo que foi prometido em campanha, muito trabalho e comprometimento com as pessoas.”

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