Coluna Pier

O bom debate gera polêmica, mas é necessário

Dia desses fiz uma enquete no Twitter. A pergunta basicamente era a seguinte: você concorda que o legislador elabore um projeto lei apenas com o intuito de gerar o debate? Para 70% a resposta foi não.

Não são raros os projetos que tramitam com este objetivo no Brasil. Em um país onde a política é pouco discutida e os argumentos são quase sempre rasos, debater temas polêmicos se torna necessário. Sabemos de inúmeros casos em que o STF tem feito as vezes do congresso, porque aqui no nosso país há um constrangimento da exposição de ideias, além do receio da intolerância daqueles que contrariam nossos posicionamentos.

O medo de desagradar o eleitor faz com que os temas polêmicos sejam evitados. Muitos casos não são sequer levados à pauta, na tentativa de evitar tumulto nas casas de lei. O comodismo de votar matérias tranquilas, como nomes de ruas, honrarias, desafetações de bens públicos, não deixa de ser um escape do próprio parlamento, mas ao mesmo tempo uma culpa inerente da nossa sociedade, que por preguiça não se posiciona em temas que deveriam se posicionar.

Sempre que evitamos o debate, mergulhamos numa zona de conforto e seguimos submissos da estabilidade. A consequência deste cenário é uma sociedade fraca e um legislador medroso, que busca a zona de conforto para permanecer quatro anos ou mais naquela mesma posição. O debate gera desgaste, o posicionamento firme desagrada, mas é o ponto de vista plural que promove a contribuição nos assuntos relevantes da nossa sociedade.

BREXIT e a Xenofobia

David Cameron talvez não soubesse no que fosse resultar o plebiscito no Reino Unido, pressionado pelos ingleses conservadores convocou o Brexit. Deu no que deu, com uma margem mínima, o sim ganhou, e o Reino Unido deverá deixar o bloco da UE.

Para os mais conservadores a saída do bloco demonstra força ou talvez prepotência, como se a Inglaterra não tivesse sido beneficiada pela UE até então. Claro, três das maiores 10 empresas europeias estão no Reino Unido, a economia forte e a entrada de imigrantes na Europa foram fatores decisivos para o Brexit. Mas o que isso pode representar?

Para os jovens representa a redução de oportunidade. Diminuição de encontrar empregos em outros países da Europa, sem contar o excesso de xenofobia e ódio que isso pode resultar. Quem conhece a Europa a fundo sabe que o preconceito e intolerância sempre fez parte do continente europeu, nos anos 90 marroquinos e albaneses sofriam preconceito na Itália e França, isso para citar alguns exemplos. Húngaros eram tidos como ciganos, e por aí vai. A União Europeia tem um papel importante no mundo, hoje mais do que nunca, principalmente na economia e na relação entre imigrantes. Talvez este seja o ponto a ser debatido, a imigração. Justamente num momento tão delicado é que acontece o Brexit. A Escócia que integra o Reino Unido já se mostrou insatisfeita com o resultado do plebiscito.

Líderes europeus se mostraram chateados, preocupados e aborrecidos com os ingleses, mas pedem com urgência que a saída do bloco aconteça o mais rápido possível.

O futuro disso tudo é incerto, o que se sabe que o ódio e à intolerância devem aumentar mas a Europa deve continuar a buscar seu caminho de união, tolerância e acolhimento.
(Pier Petruzziello, e 28/06/2016)

O que esperar do dia pós votação impeachment?

Certamente o Brasil não mudará sua conduta da noite para o dia. Certamente muitos daqueles que votaram favoráveis a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma, durante muito tempo estiveram ao lado dela e se beneficiaram de alguma forma com o governo. Ao mesmo tempo em que muitos destes sentiram a pressão popular, sentiram a pressão dos eleitores e mudaram de posição. Talvez aí esteja o grande sinal de esperança, o fato dos deputados terem escutado o apelo de seus eleitores, terem escutado as vozes das ruas, terem escutado seus verdadeiros patrões.

O que fica claro é que quando o povo acompanha seu representante, cobra e fiscaliza, as coisas se tornam mais fáceis, a ideia de política sai do campo eleitoral e passa para o campo do dia a dia onde de fato pode haver algum tipo de transformação social. A eleição é apenas um momento da política, os outros anos, são tão indispensáveis que fazem de verdade as mudanças para o avanço de uma cidade, estado e país.

A votação de ontem deixa claro que o governo perdeu a condição mínima de governar, perdeu a autonomia e credibilidade com a população de forma geral. Ficaram ao seu lado, alguns movimentos sindicais que são bancados e patrocinados pelo próprio governo e isso conta muito pouco, pois as pessoas na sua maioria pedem mudança e transformação.

Esta transformação, certamente não virá com Michel Temer ou Cunha, mas a Constituição assim estabelece, a regra do jogo é esta, assume o vice e o vice é Temer, que terá melhores condições de diálogar com o congresso e trazer um mínimo de governabilidade para o país, para que aí sim, implemente as reformas necessárias para que o Brasil retome seu rumo.

A queda do PT representa algo muito forte, somado a operação Lava Jato, manifestações populares, é o símbolo da derrocada de um governo que achou que pudesse brincar de governar, entendendo que a criação de alguns programas sociais o levaria a se perpetuar no poder, mas que deixou de lado a economia, os avanços tecnologicos, a ambição em fazer o país crescer e priorizou a compra e berganha como suas metas. Fez o jogo do compra e vende, institucionalizou a corrupção e deu margem para que tudo isso acontecesse.

A segregação, o discurso de ódio, o rico x pobre, o negro x branco, o sul x nordeste isso tudo ficou muito forte no governo do PT, e isso não podemos aceitar. O momento exige equilibrio e serenidade mas a acima de tudo a perspectiva de que o brasileiro ainda possa sonhar, pois o pessimismo tomou conta e a falta de esperança é a maior das doenças, pois um país sem perspectiva de futuro é um país morto no seu presente.

Pier Petruzziello

CRISE TAMBÉM DIPLOMÁTICA 

Não é novidade falar de crise no Brasil. Não bastasse a crise econômica, já admitida por Dilma na tarde de ontem, onde alegou que o maior error do governo foi não ter percebido a desaceleração desde o primeiro mandato, ou ainda a crise política vivida por nós a cada dia com notícias que nos desanimam, o Brasil vive também uma crise diplomática.

Internamente estamos passando por um descrédito muito grande, não vemos perspectiva e este é o maior dos males, porque nos tira o que temos de mais sagrado: a esperança de dias melhores. A sucessão de erros é tanta que podemos dizer, sem medo de errar, que este governo é pior desde a época Sarney. Não diria que é o pior da história, pois seria necessário fazer um estudo mais aprofundado sobre cada um, analisando a questão temporal e o que se vivia em cada época, mas com certeza um dos piores.

Fato é que o governo ja não governa mais, por ter perdido prestigio com os seus. Perder prestigio internacional não é uma tarefa difícil.  Se desconfiança interna é gigante, calculem como os demais países nos avaliam. Bastaria fazer o simples: uma agenda internacional positiva mostrando, ao menos, bom senso – talvez justamente o que falte para este governo.

Recentemente o Itamaraty recusou o embaixador de Israel no Brasil, Dani Dayan, indicado pelos israelenses. Teve seu nome recusado, por ser morador de um assentamento judeu na Cisjordania. Nem vou entrar no mérito do nome, mas se foi o escolhido por Israel, o Brasil deveria ter aceitado. O desprestigio é tanto que Venezuela e Colombia não aceitaram que o Brasil articulasse suas reuniões para solucionar os problemas de suas fronteiras, chamaram o Uruguay para auxiliar no conflito. Além disso, vale lembrar que o Itamaraty também foi duramente criticado por não ter se manifestado em relação aos presos políticos da Venezuela. Grupos de direitos humanos também apontam como negativa a abstenção do Brasil sobre o texto condenando violações no Irã.

Fato que estamos perdendo progressivamente o espaço internacional, atuamos de forma pequena e insignificante também no mundo. Não bastasse os nossos problemas locais, que ja não são fáceis, seguimos fazendo nossas trapalhadas também a nível internacional. Mais do que errar, o Brasil deixa de agregar e fica com sua diplomacia reduzida à sua mais pura insignificância.

DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIENCIA

Dentre tantos dias, talvez o de hoje seja um dos mais importantes. O dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência serve para que possamos refletir e valorizar a luta diária pela busca da igualdade de direitos. Entender que todos somos diferentes e que a deficiência não pode ser vista como limitadora.
Reparem como Curitiba já esta mais inclusiva. Hoje nossa cidade tem vários projetos que ja saíram do papel, desde o uso correto de algumas terminologias, o transporte especial “Acesso”, o atendimento psicossocial, algumas dezenas de obras que garantem a acessibilidade de fato, dentre tantos outros avanços. Também acredito muito no nosso projeto de lei que pretende capacitar todos os professores da rede publica em libras, porque certamente irá colaborar para que o municipio seja mais inclusivo.
É claro que há ainda muito a fazer, mas fico muito satisfeito em poder contribuir e acompanhar de muito perto o trabalho sério que a Mirella Prosdocimo esta desenvolvendo junto com toda a sua equipe.
 
Que a cada 21 de Setembro a gente possa estar aqui celebrando juntos muitas outras novas conquistas .

CONVICÇÃO SOBRE A LEI DA CERVEJA UMA LIVRE ESCOLHA, em 07/09/2015

Em minha vida, desde criança, sempre agi tendo opinião e posições bem marcadas. Sempre tive lado.

Desde muito cedo aprendi que o fato de escolher um lado, por muitas vezes,  acarreta desconforto do lado divergente, mas o respeito as divergências é justamente o que nos faz humanos e permite que todos nós convivamos em sociedade.

E justamente por querer sempre me posicionar, entrei para política, pois essa me parece ser uma vocação. Existem políticos que se escondem no silêncio da ausência da opinião, pensando exclusivamente no voto. Eu não sou assim, penso e opino naquilo que acredito. Posso até errar, mas sempre procurando acertar.

Sempre atuo pensando em melhorar as condições da boa convivência social, da geração de empregos e  da sustentabilidade de vida econômica de pessoas e dos mais diversos segmentos que produzem e geram desenvolvimento. Me dedico em especial na luta diária pelo espaço da pessoa com deficiência. Defendo muito a família e creio que ela é o núcleo da sociedade.

Animado pelo bom exemplo de comportamento dos torcedores na Copa do Mundo no Brasil e por um debate intenso na minha pós graduação, decidi defender a livre escolha individual e propus um projeto de lei municipal para permitir a venda de cerveja nos estádios de Curitiba.

Esse projeto causou enorme polêmica, discussão e pressões para que fosse retirado antes mesmo de ser votado pelo plenário da Câmara. Até mesmo amigos meus, preocupados com minha eleição no ano que vem, vieram até mim pedindo para eu retirar o projeto, pois isso poderia me subtrair votos.

Eu sempre defendo minha opinião. Assim, optei por manter minha defesa daquilo que acredito. Afinal, me preparei para o tema, para o debate. Por eu ser uma pessoa de diálogo, sei ouvir e conviver com as diferentes opiniões, sempre serei assim. No debate que se instalou em torno desse projeto, recebi representantes de várias igrejas, da Polícia Militar e também do Ministério Público do Paraná. Cada um deles foi à Câmara defender suas posições. Até mesmo o nobre e respeitado Arcebispo de Curitiba honrou a Câmara com uma visita para defender a retirada do projeto.

Como cidadão e na condição de político, respeito integralmente todos aqueles que representam as diversas igrejas, assim como reconheço o inestimável valor da Polícia Militar e do Ministério Público. O debate foi acalorado, houve argumentos válidos que me fizeram refletir. Contudo, não o suficiente para me convencer.

Houve também opiniões radicais, especialmente daqueles que acreditam que o estado pode comandar o dia a dia da vida do cidadão. Sou advogado por formação e nessa condição acredito que o estado a cada dia que passa  está interferindo em questões que invadem a individualidade e a liberdade de decidir de cada um – do indivíduo.

Minha preocupação é muito grande com a possibilidade de retrocessos radicais.

No estado democrático de direito as liberdades individuais são justamente os fundamentos da convivência social e do respeito igualitário das leis. Dando um exemplo: sou contra a chamada lei das palmadas. Já existem leis penais que coíbem os excessos. Creio que o estado não poderia entrar na casa das famílias para dizer se pai ou mãe podem dar ou não uma palmada corretiva em seu filho.

Mas hoje isso virou lei. O estado, na minha opinião, se excedeu. Era só colocar em prática as leis já existentes para coibir exclusivamente os excessos. Porém, mesmo achando absurda, como virou lei, eu e todos os demais temos que cumpri-la, assim como foi aprovada.

Se continuarmos  permitindo e cedendo ao estado dessa maneira, em breve ele – o estado – pretenderá escolher o que vamos vestir, o que devemos ou não estudar, que músicas ouvir, etc..

Creiam isso não é um exagero.

A Constituição Federal de 1988 teve como característica principal o intuito libertário e o desígnio da defesa da livre escolha do indivíduo. Meu projeto trata principalmente disso, livre escolha. Todas as pressões na direção para que eu retire o projeto de votação são legítimas e as respeito todas elas. Porém, permaneço convicto na minha opinião de que é possível liberar a venda de bebidas nos estádios, exigindo é claro, dos torcedores, o comportamento de respeito as leis existentes e que coíbem os excessos.

Mesmo reconhecendo que posso perder a votação da semana que vem, o debate e toda a celeuma criada serviu de exemplo de como a sociedade deveria participar das decisões que modificam a  sua vida e a vida da cidade. Saio desta discussão absolutamente satisfeito, por ter provocado reflexões, por ter provocado o debate, por ter feito um diálogo do mais alto nível.

Ganhou Curitiba.

PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO APROVADO, em 23/06/2015

Foi aprovado ontem, dia 22 de junho, o plano municipal de educação, que definiu as metas para a educação na cidade de Curitiba pelos próximos 10 anos.
O plano chegou muito tarde na Câmara dos vereadores, o que lamento profundamente, pois o tema é de extrema relevância para a sociedade e para a cidade como um todo. Estamos falando de educação, que é o unico caminho para a construção de uma nação digna, preparada e austera. Deveríamos ter tido mais tempo para debater o projeto, meta a meta, mas isso não foi possível. Para que Curitiba não perca recursos, é necessário que o plano esteja em Brasília até quarta feira desta semana.

Mesmo assim, na Comissão de Legislação – a qual sou presidente – o debate aconteceu com a participação e manifestação de mais de 10 seguimentos da sociedade. Durante todo este processo, a questão central se deu sobre a nomenclatura “genero”, que foi sobejamente discutida, com vários vereadores se posicionando contrário a terminologia. Lamento que este tenha sido o maior debate. Claro que era importante, mas não era a única meta a ser debatida. Temos outros pontos absolutamente relevantes, como a questão das filas em creches, as eleições para diretores nas escolas, o preparo dos professores com as questões dos imigrantes, dentre outros pontos.

A votação foi esmagadora: 35×2 pela retirada da palavra “gênero”. Ao subir na tribuna, registrei que também não era a favor da questão de genereo nas escolas, mas fiz questão de repetir milhares de vezes que sou contrário ao preconceito de cor, raça, credo e sexo. É necessário aceitar estas diferenças e buscar uma sociedade mais humana.

No geral, gostei muito do plano, ele é muito detalhado, Curitiba tem o dever de cumprir essas metas e acredito que vá cumprir. {Pier Petruzziello}

Fachin no STF, em 13/05/2015

Acompanhei, pela televisão, alguns momentos da sabatina do advogado indicado a ministro do STF, Luiz Edson Fachin, ontem na CCJ do Senado Federal. A sabatina foi considerada histórica, não apenas pelo seu tempo de duração (mais de 13 horas) e nível de perguntas, mas também pela cordialidade, sabedoria e lisura com que tratou dos mais variados temas o ilustre professor da Universidade Federal do Paraná, em resposta aos senadores. A importância desta sabatina se concretiza à medida em que hoje o STF, além de ser a última instancia de recursos do poder judiciário, por inúmeras vezes exerce também a função do legislador brasileiro, dedicindo questões que caberiam ao congresso nacional decidir. Fachin foi elegante, não se deixou abater nem nas perguntas mais críticas. Explicou sua suposta ligação com o PT e em todas as respostas se confirmou como um excelente jurista e ser humano valoroso, sereno e educado. Confesso não saber ao certo se Fachin respondeu à todas as perguntas de forma verdadeira e baseado nas suas convicções próprias ou, respondeu à alguns questionamentos para agradar a platéia. O fato é que nem mesmo a postura controversa de Renan Calheiros, ao que tudo indica, vai impedir que o professor Fachin conquiste a maioria dos votos dos 81 senadores, o que lhe garantirá a vaga. O que se viu ontem foi uma verdadeira aula de direito constitucional e civil, passando pelo processo civil, com toques importantes do direito e processo penal. Ganha o STF, ganha o Brasil. Que Deus lhe dê a sabedoria necessária para seguir em frente e ser um ministro justo, nada mais do que justo.

Manifestações pelo país, por Pier Petruzziello, em 15/03/2015

Os protestos de hoje representam muito, o país se mobilizou contra o governo, contra a corrupção, deu mais uma vez a amostra de que a insatisfação é latente. Só não falem que o protesto foi da “elite banca” isso é uma barbaridade.

O Brasil vai ganhando consciência política, isso é a indignação de todos!

Panelaço contra Dilma, por Pier Petruzziello, em 09/03/2015

Ontem dia 8 de março de 2014, a presidente Dilma, apareceu em rede nacional, no rádio e na TV para fazer seu pronunciamento no dia internacional das mulhere. Ao mesmo tempo em que aparecia na TV, milhares de pessoas tanto em Curitiba, quanto em outras partes do Brasil saíram nas janelas de seus prédios e casas promovendo um histórico panelaço. O fato que chama a atenção é que a revolta se dá tanto pelo atual momento pelo que passa o Brasil, quanto também contra a figura da presidente, que vai perdendo espaço perante a população tornando suas aparições cada vez menos frequentes. Chegamos num ponto em que os discursos não se sustentam mais, as frases de efeito já não colam e a população está à beira da irritação completa. O grau de intolerância do brasileiro, que por si só já estava alterado por questões cotidianas passou a ter um efeito ainda maior com a falta de sintonia entre a promessa e a prática. Dilma não consegue mais enganar, passou muito tempo mentindo para o povo, fez isso com o intuito claro de ganhar a eleição, mas agora a máscara acabou caindo. O próprio congresso vem dando suas respostas, principalmente quando elege Eduardo Cunha para presidente da Câmara dos Deputados, medidas provisórias já não passam mais com facilidades, votações polêmicas passarão a ocorrer, tudo à margem da vontade da presidente Dilma. Com tudo isso acontecendo, consigo enxergar um ponto positivo. Mesmo que de forma modesta vai acontecendo um descolamento entre o Congresso e o planalto, entre o legislativo e o executivo, isso de certa forma é muito bom para o Brasil. Mesmo em períodos negros é necessário encontrar o clarão.

Por Pier Petruzziello, em 01/03/2015

“Passando para desejar uma ótima semana a todos. Se alguém lhe pedir algum tipo de ajuda essa semana, ajude, no final das contas vale muito a pena. Essa corrente do bem não pode parar.”

Por Pier Petruzziello, em 26/02/2015

Nós, e quando digo nós, digo classe política, Estado como um todo, não podemos ter ingerência tão pesada na vida das pessoas. As leis proibitivas não educam, não conscientizam, não esclarecem, apenas dão a ordem de proibir, tornam o mundo mais chato, mais irresponsável e tornam o Estado autoritário. “Legislar antes de proibir é educar”

Por Pier Petruzziello, em 18/02/2015

O Dionisio era assim, alegre, brincalhão, duro nas colocações, firmes nas atitudes. Não é porque morreu é que o cara ficou bom, é porque ele era bom mesmo. O conheci em meados dos anos 90, naquele período eu era aluno da tia Sueli, como era conhecida a professora de língua portuguesa Sueli, lá no Colégio Positivo Júnior. De lá para cá o tempo não nos afastou mais, ele sequer me conhecia, mas eu o conhecia muito bem, ouvindo rádio, vendo ele no Couto. Fui crescendo e então o futebol nos aproximou, eu conselheiro do Coritiba, ele comentarista esportivo, e aí não paramos mais. Me tornei vereador em 2012, ele então, passou a atuar como assessor na Câmara de Curitiba, só que de um outro vereador, o meu amigo Edemar Colpani que acertou na escolha. Foram dois anos de convivência diária, sempre debatendo a rodada, falando de futebol e política. O que diferenciava o Dionga é que ele era muito firme nas críticas, não tinha essa de tempo ruim, era preto no branco, era justo, era verdadeiro, isso era muito bom nele, dava credibilidade no que falava. Um dia subiu no meu gabinete, como fazia de vez em quando, para me mostrar a revista placar da década de 70 quando jogava no Atlético Mineiro, ele era capa. Emocionado me contou sua história. Era bom ouvir ele que falava mais alto do que eu. Quando me encontrava no parque Barigui, dava um grito :“Fala, vereador, tá em forma hein”, era inevitável continuar correndo, eu tinha que parar para trocar meia dúzia de palavras com ele, que sempre estava com uma companhia diferente.

Sentiremos sua falta, a sua voz estará eternizada no Couto Pereira, nas ondas curtas e médias do rádio esportivo brasileiro. Existem pessoas que apenas passam, outras marcam, o Dionga marcou. Siga em paz, “sangue bom”!

Por Pier Petruzziello, em 30/01/2015

“Vocês acham que o nível de intolerância das pessoas está maior porque temos mais acesso à informação ou porque estamos no limite mesmo?”

Por Pier Petruzziello, em 22/01/2015

“Fazendo uma breve reflexão sobre um questionamento que me fizeram na data de hoje sobre a Câmara Municipal, cheguei a seguinte conclusão: O Estado é opressor e nos impõe regras as quais estamos diretamente submetidos, tais como impostos, decretos, e etc.
O judiciário decide e devemos cumprir o que a justiça determina. O parlamento, contudo, é o único lugar, de fato, em que o povo pode expor seus anseios, questionar, se pronunciar. Ou seja, fazer com que seus direitos, suas vontades e suas idéias prevaleçam. Ou, ao menos, sejam expostas e debatidas.
Por mais que muitas vezes nós, vereadores, deputados e senadores, distorcemos o que de fato o parlamento representa, ele sempre será fundamental para a democracia e liberdade de expressão. Nada pode ser mais rico do que alguém ouvir a idéia de outro alguém na busca da construção de algo melhor para todos nós. É através do debate de ideias que surgem as grandes conquistas!
Considero a Câmara, assim como qualquer qualquer parlamento do mundo, absolutamente fundamental para o povo no que diz respeito à geração de novas conquistas para a sociedade.”

Por Pier Petruzziello, em 14/01/2015

“O sujeito escolhe a política por dois motivos: ou para fazer o bem ou para não fazer nada.
A zona de conforto é a pior de todas.”

Por Pier Petruzziello, em 31/12/2015

“Momento de agradecer o ano de 2014.
Aproveito para desejar a todos os amigos um fantástico 2015.
Felicidades a todos nós!”

Por Pier Petruzziello, em 20/12/2014

“Termino o segundo ano do mandato com muita satisfação. Todas as pessoas que nos procuraram foram atendidas, demos respostas para absolutamente todas. O que não significa dizer que todas resolveram seus problemas, mas com certeza todas saíram satisfeitas, afinal dar o retorno é o mínimo que se espera.

Nosso portal da transparência é exemplo, nosso site está sempre atualizado demonstrando todas nossas ações. Procurei não elaborar projetos de lei proibitivos, muito menos criar projetos pelo simples fato de criar, é preciso responsabilidade nisso também. Realizamos dezenas de reuniões com moradores dos mais diversos bairros da nossa cidade, sempre procurando atender a demanda.

Termino o ano satisfeito, fui o vereador referência na área da pessoa com deficiência, destinei mais de 100 mil em emendas para esta área em 2014 e para 2015 serão 200 mil além de ter feito um trabalho voltado para acessibilidade. Com leis inclusivas e tranqüilas de serem colocadas em práticas. Uma cidade nunca fica pronta por completo, mas sinto que estamos cumprindo aquilo que foi prometido em campanha, muito trabalho e comprometimento com as pessoas.”

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