O real interesse coletivo deve prevalecer no debate contra o coronavírus.

Em tempos de quarentena, surgem as mais diversas reflexões. Cada um de nós, dentro de nossas casas, em nossos lares começamos a nos questionar sobre o por quê de tudo isso. Na ânsia de encontrarmos culpados, viramos nossas metralhadoras sempre prontas a fazer o julgamento para alguém. Alguns atacam a imprensa, outros preferem escolher o presidente da República, outros os governadores, prefeitos e políticos como um todo. A classe política, sedenta para dar uma resposta rápida para a população, escolhe debates para ganhar popularidade e abordam temas como a cloroquina, fechamento do comércio, ou então a quarentena vertical, os pró-Mandetta e os contra Mandetta e a insistente tentativa para se identificar com um desses temas para estar em sintonia com a população é vil.

É quase como um jogo de bumerangue, aquele do bate e volta, com pouca razão e muita paixão. Não são poucos os que tentam no afago de aparecer como solucionadores da pátria e dos mais gerais problemas que a sociedade brasileira enfrenta hoje. O povo está quebrando, outros estão morrendo, a maioria está com medo e muitas vezes insiste no debate raso, tudo para ganhar destaque no meio dessa louca multidão sedenta por boas noticias e com receio do futuro.

Esses dias no meu twitter fiz um comentário sobre uma série que assisti. Não demorou dez minutos para eu ser questionado: “Tem vereador falando sobre série na Netflix! Nao voto mais”. Meu Deus, não vote! Somos todos iguais, humanos e podemos fazer as mesmas coisas. A intolerância que já estava a mil no Brasil, aflorou ainda mais com a pandemia.

O caminho deveria ser uníssono, comum. A vontade de sair dessa crise deveria ser bem maior do que os interesses individuais ou as simples críticas pela crítica. Mas de repente, encontramos milhões de filósofos, médicos, especialistas que todos sabem tudo e sobre tudo. É necessário ter serenidade nesse momento. Uma tranquilidade aparentemente impossível de se ter, mas é muito importante que respeitemos uns aos outros. É preciso entender que o nosso inimigo é comum e ele se chama: Coronavírus. E ele não é de esquerda e nem de direita.

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