Curitiba como cidade modelo de democracia

Nas duas últimas semanas foram realizadas oficinas da nova fase do Programa Cidade Modelo que, idealizado pelo Instituto Atuação, busca soluções locais para os problemas referente à cultura política e democrática da população.

Foram três oficinas, todas abordando o mesmo tema, porém com públicos diferentes. “A ideia é construir, junto com as mais diversas lideranças, um diagnóstico com os principais problemas que enfrentamos atualmente em Curitiba”, explicou Flávia Feliz, do Instituo Atuação.

O programa está sendo construído a partir da aplicação de pesquisas e rodadas de conversas com diferentes agentes da sociedade, dessa forma o projeto pretende propor e desenvolver soluções de enfrentamento para esse grande estigma de corrupção que o Brasil carrega. A proposta é desenvolver esse processo em Curitiba, para que sirva de referência de aplicação em outras cidades.

“Um projeto que podemos considerar de médio/longo prazo, mas que mesmo em fase inicial, de diagnóstico, já movimenta diversas lideranças e consegue deixar claro o seu propósito”, definiu o vereador Pier Petruzziello, um dos convidados para integrar o grupo que irá construir coletivamente o diagnóstico e soluções para Curitiba.

As oficinas contaram com a participação de representantes de distintos segmentos de atuação, porém, todos com reconhecido engajamento social e, principalmente, grande potencial para ajudar a executar as soluções que serão definidas ao longo do processo.

Segundo o Instituto Atuação, mais oficinas para construção de diagnóstico serão realizadas ainda esse semestre, para que uma nova fase, onde soluções para os problemas serão criadas, se inicie em agosto de ano.

Índice de Democracia Local

O índice de democracia local foi desenvolvido com base no Democracy Index, criado pelo The Economist Intelligence Unit, publicado anualmente pela revista The Economist. O modelo de avaliação é divido em cinco categorias, e através da mensuração desses dados, chega ao índice de democracia dos universos que são avaliados. As categorias são: Processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política, liberdades e direitos civis.

Os dados coletados pela Economist Intelligence Unit, já apontavam que o Brasil falha principalmente nas categorias que dizem respeito a participação social (participação política e cultura política), apontando o chocante índice de 66% de pessoas que preferem outros modelos de governo, que não a democracia.

Comprovando os dados nacionais, a pesquisa que foi adaptada e aplicada em Curitiba apresenta informações como:

  • 84% dos curitibanos afirmam não confiar em outras pessoas além de seus familiares ou amigos próximos.
  • 90% dos entrevistados pensam que a maioria das pessoas nunca, raramente ou somente as vezes obedecem as leis;
  • Menos de 40% dos curitibanos consegue entender a função legislativa exercida pela Câmara de vereadores.
  • 32% dos entrevistados atribuíram nota zero de confiança a Câmara de Vereadores.
  • Mais de 70 % não apresentam interesse real de votar nas eleições e não participariam caso o voto não fosse obrigatório

Ou seja, conseguimos claramente entender a necessidade da promoção de educação e participação política, proposta pelo Programa Cidade Modelo.

Para ter acesso a pesquisa completa ou mais informação sobre o programa, acesse:

http://www.atuacao.org.br/cidademodelo/

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